Os impactos da participação da comunidade na gestão escolar

Cada um tem um papel importante e complementar quando se trata da participação da comunidade na gestão escolar

O sucesso de uma gestão escolar depende de vários fatores. Não basta apenas ter bons líderes, pois é necessário que todos os envolvidos no contexto colaborem para que os resultados sejam os melhores possíveis. Um desses fatores, que talvez ainda não seja tão bem explorado, é a participação ativa da comunidade.

É importante ressaltar que existem diferentes tipos de comunidade. As comunidades geográficas são formadas por grupos de pessoas que residem na mesma região territorial. Existem as culturais, que abarcam pessoas com as mesmas origens étnicas, linguísticas e/ou religiosas. E há a comunidade escolar, que é formada por pessoas que trabalham para fins de gestão escolar, sejam elas alunos, professores, gestores, outros funcionários, pais de alunos, entre outros.

Uma estratégia adotada por países em desenvolvimento é a Gestão Baseada na Escola (SBM), que é um típico exemplo de promoção da comunidade na gestão escolar. Nessa forma de gerir, quatro coisas são enfatizadas:

a) aumentar a oportunidade dos pobres de escolher escolas e participar;

b) dar aos cidadãos uma voz mais forte;

c) disponibilizar amplamente as informações sobre desempenho escolar;

d) fortalecer as recompensas e penalidades para as escolas com base em seu desempenho, a fim de melhorar o resultado da aprendizagem.

E como podemos ver isso na prática?

Um exemplo é o Programa de Escolas Gerenciadas pela Comunidade (EDUCO), em El Salvador. Nesse programa, os comitês de gestão escolar, que eram compostos por pais e outros membros da comunidade, é quem tinham o poder de recrutar e reter professores para as escolas, isso em um momento de bastante turbulência política do país. Outro exemplo parecido aconteceu no Quênia, nas comunidades Maasai. Lá, membros da comunidade assumiram o papel de contratação de professores em um período financeiro complicado para o governo.

Nesses exemplos, podemos ver como a comunidade pode ter uma atuação complementar ao governo, suprindo necessidades temporárias devido a crises e momentos políticos turbulentos.

Mas será que apenas esses momentos são propícios para a participação da comunidade na gestão escolar?

Neste artigo, você encontra várias maneiras de articular a parceria entre comunidade e escola, como: fomentar a participação dos pais e da família, realizar projetos que envolvam a comunidade, utilizar as redes sociais para fomentar a participação da comunidade, dentre outras ideias muito bacanas.

Agora queremos saber de você! Quais práticas são fomentadas na sua escola para a participação ativa da comunidade na gestão escolar? Conta pra gente nos comentários!

Falamos nesse post sobre a importância do envolvimento da comunidade escolar para um bom desempenho. Em ano de implementação da BNCC isso fica ainda mais forte!

Pensando nisso, disponibilizamos de modo gratuito um acervo de pílulas de conteúdo prontas para serem usadas em sua prática diária, seja no ensino remoto, híbrido ou presencial. Elas são de fácil acesso, podendo ser enviadas pelo Whatsapp sem o consumo de dados para baixar no celular. Que tal utilizá-las como uma forma de mobilização dos familiares?

Quer ler mais sobre o assunto? Veja esse outro post 🙂

E se quiser continuar conversando sobre o assunto, entre em contato! Estamos à disposição para te ouvir e trocar experiências.

Referências:

NISHIMURA, Mikiko. “Community Participation in School Management in Developing Countries”. 2017. Disponível em https://oxfordre.com/education/education/view/10.1093/acrefore/9780190264093.001.0001/acrefore-9780190264093-e-64

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Laura Marsiaj Ribeiro

Fundadora e CEO

Laura é mestre em Administração Pública com foco em Educação pela Columbia University e apaixonada por educação. Formada em Economia pela FEA-USP, começou sua carreira como pesquisadora de dados sociais, analisando dados em educação, saúde e emprego. Atuou como professora de matemática em uma escola pública de São Paulo por 3 anos, onde viveu as dificuldades na ponta que contribuíram para a ideação da Curiós. Com anos de experiência no ecossistema empreendedor no Brasil, foi responsável por desenhar e operar programas de inovação aberta. Após o mestrado, trabalhou como consultora de políticas educacionais em Secretarias de Educação municipais e estaduais, no Brasil, pelo programa Formar da Fundação Lemann, e nos EUA, na cidade de Nova York. Fundou a Curiós para juntar sua experiência em inovação e educação, com sua vontade de impactar a educação no Brasil!