Quais fatores contribuem para a excelência de um professor em sala?

Pontos de atenção para busca de excelência de um professor

É comum associarmos o tempo em sala de aula com a qualidade do ensino. Entretanto, algumas pesquisas têm mostrado que essa relação não é necessariamente verdadeira. O que, então, podem ser considerados como fatores que contribuem para a excelência de um professor?

A experiência é sim um indicador de efetividade de ensino. Pesquisas mostram uma evolução profissional muito grande dos docentes entre os primeiros 4 anos em sala de aula, porém, após esse período percebe-se um declínio seguido de uma estabilização no desenvolvimento do professor. Sendo assim, o tempo de sala de aula é apenas um dos muitos fatores que contribuem para a efetividade de ensino, muitos deles de maneira não linear.

Outro indicador é, sem dúvidas, o rendimento dos alunos. No entanto, essas análises são orientadas por uma concepção de ensino conduzida por resultados, e não levam em consideração, por exemplo, que alunos de professores que focam mais seu ensino no modelo do exame poderão ter melhores resultados. Esses casos, porém, não necessariamente querem dizer que os demais professores, que utilizam outras metodologias, não têm um ensino de qualidade. Além disso, os resultados podem excluir alunos com dificuldades na aprendizagem, e não levam em consideração elementos socioemocionais, os quais também fazem parte do ensino-aprendizagem.

Dessa forma, o desempenho dos estudantes em testes como a Prova Brasil não é suficiente para comprovar a qualidade do ensino de um professor. Outro indicador que tem sido considerado é a interação com os estudantes. Cada vez mais, entende-se que a relação professor-aluno influencia muito no aprendizado, contribuindo positivamente para os resultados emocionais, comportamentais e acadêmicos dos estudantes.

Além dos fatores listados, compreende-se cada vez mais que a melhoria na qualidade do ensino de um professor vem da percepção do mesmo e da gestão escolar que o ensino é uma atividade complexa e multidimensional e que, por isso, demanda uma aprendizagem profissional contínua. Dessa forma, para se aperfeiçoar na profissão, é importante manter-se sempre atualizado, independente de quantos anos de carreira possui. Essa busca pelo aprendizado, por sua vez, parte tanto do docente quanto da direção escolar, que deve estimular e dar oportunidades para que seus professores sigam se aprimorando.

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Referências:

GRAHAM,Linda; et al. Do teachers’ years of experience make a difference in the quality of teaching?. Teaching and Teacher Education. Elsevier. 29 de agosto de 2020.

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Laura Marsiaj Ribeiro

Fundadora e CEO

Laura é mestre em Administração Pública com foco em Educação pela Columbia University e apaixonada por educação. Formada em Economia pela FEA-USP, começou sua carreira como pesquisadora de dados sociais, analisando dados em educação, saúde e emprego. Atuou como professora de matemática em uma escola pública de São Paulo por 3 anos, onde viveu as dificuldades na ponta que contribuíram para a ideação da Curiós. Com anos de experiência no ecossistema empreendedor no Brasil, foi responsável por desenhar e operar programas de inovação aberta. Após o mestrado, trabalhou como consultora de políticas educacionais em Secretarias de Educação municipais e estaduais, no Brasil, pelo programa Formar da Fundação Lemann, e nos EUA, na cidade de Nova York. Fundou a Curiós para juntar sua experiência em inovação e educação, com sua vontade de impactar a educação no Brasil!