Dados escolares podem auxiliar na melhoria da qualidade de ensino da sua escola

Quais dados escolares usar e como fazer bom uso deles?

Às vezes o gestor acredita estar fazendo um bom trabalho (e pode estar mesmo!) mas não obtém os resultados de rendimento e qualidade de aprendizado esperados. O que fazer nessa situação? Uma das ações que pode ser tomada é olhar para os dados escolares.

Através de informações como rendimento no IDEB, nota dos alunos nos bimestres, entre outros, é possível identificar quais são os gargalos que a escola ainda apresenta e em quais pontos ela está se destacando. Por meio do cenário delineado é possível pensar em planos de ação mais concretos e certeiros para os aspectos que necessitam de melhorias.

Quais dados escolares são relevantes?

Nesse momento, quanto mais, melhor. A análise das notas do IDEB, Prova Brasil e rendimento dos alunos nos bimestres pode ajudar a dar um bom norte para a escola.

Para além de dados mais quantitativos, fazer uma análise qualitativa focada em aspectos socioemocionais e de clima escolar podem ser muito importantes, uma vez que diversas pesquisas mostram que se sentir acolhido, respeitado, incentivado e desafiado na escola são fatores muito importantes para o rendimento do estudante.

O que fazer com essas informações?

Uma vez com os dados escolares em mãos, deve ser feita uma análise cautelosa dos resultados. Comparar a nota dos alunos nos bimestres, IDEB e a pesquisa qualitativa, por exemplo, pode ser interessante para analisar possíveis causas para baixos ou altos rendimentos.

A partir dessa análise a escola conseguirá perceber em quais pontos está se destacando (seja nas notas de matemática na Prova Brasil ou no acolhimento dos alunos) e aqueles pontos que ainda precisa se aprimorar.

Através desse panorama, para garantir que mudanças sejam realmente implementadas e que tragam melhorias nos resultados, é importante, a partir das informações obtidas, traçar metas e objetivos idealistas, mas que possam ser alcançados. É importante sonhar, mas mantendo um pouco os pés no chão, pois metas muito ambiciosas, se não alcançadas, podem trazer ainda mais frustração.

Um momento interessante para traçar esses objetivos é no início do ano, em conjunto com a equipe escolar, de maneira que o planejamento anual esteja de acordo com os pontos de melhoria identificados para a escola, garantindo um norte claro para todos.

Aproveitando que 2021 está começando, que tal testar essa sugestão no planejamento anual da sua escola?

Como você sabe, a BNCC tem diretrizes importantes que devem ser consideradas na hora do seu planejamento escolar. Pensando nos desafios da sua implementação, seja no ensino remoto, híbrido ou presencial, disponibilizamos de modo gratuito um acervo de pílulas de conteúdo prontas para serem usadas em sua prática diária 🙂

Não fique de fora e aproveite! E caso precise de alguma ajuda, entre em contato com a gente.

Referências:

Australian Council for Educational Research. 2018. “Principal Performance Improvement Tool”.

compartilhar

Relacionados

Metodologias ativas e inovadoras: uma ruptura do foco no ensino para o foco na aprendizagem

Como as metodologias ativas podem ser utilizadas para garantir um processo de ensino-aprendizagem mais engajante e significativo? por Joice Andrade       Quadro e giz, (…)

Educação no campo: saberes da terra, vozes do Serrote

Por Lucas Sobreira  No Serrote do Urubu, uma comunidade rural nos arredores de Petrolina, sertão do São Francisco, a educação pulsa entre as pedras, (…)

ATUAÇÃO DOCENTE EM MÚLTIPLAS ESCOLAS:

ATUAÇÃO DOCENTE EM MÚLTIPLAS ESCOLAS: O QUE ISSO REVELA SOBRE A REALIDADE BRASILEIRA? por Lucas Kauan N. De Santana No Brasil, a atuação docente (…)

Encontrou o que precisava?

Laura Marsiaj Ribeiro

Fundadora e CEO

Laura é mestre em Administração Pública com foco em Educação pela Columbia University e apaixonada por educação. Formada em Economia pela FEA-USP, começou sua carreira como pesquisadora de dados sociais, analisando dados em educação, saúde e emprego. Atuou como professora de matemática em uma escola pública de São Paulo por 3 anos, onde viveu as dificuldades na ponta que contribuíram para a ideação da Curiós. Com anos de experiência no ecossistema empreendedor no Brasil, foi responsável por desenhar e operar programas de inovação aberta. Após o mestrado, trabalhou como consultora de políticas educacionais em Secretarias de Educação municipais e estaduais, no Brasil, pelo programa Formar da Fundação Lemann, e nos EUA, na cidade de Nova York. Fundou a Curiós para juntar sua experiência em inovação e educação, com sua vontade de impactar a educação no Brasil!