Como garantir a inclusão de alunos com deficiência no ambiente escolar

Dicas de como a gestão pode ajudar no processo de inclusão de alunos com deficiência

Ter alunos com deficiência em sala é um grande desafio para o professor, uma vez que é difícil fornecer uma atenção mais dedicada considerando o número de alunos por sala, além de que, muitas vezes, o docente não tem preparo para lidar com as especificidades do estudante. Diante disso, infelizmente, é comum ver esses alunos integrados na escola, mas não inclusos. Como a gestão pode ajudar no processo de inclusão de alunos com deficiência?

Primeiramente, é importante incluir no Projeto Político Pedagógico a proposta de construção de uma comunidade inclusiva. Porém, mais essencial, é realmente implementá-la através das práticas diárias. Considerando que a gestão escolar funciona como o norte da escola, para garantir efetivamente uma educação inclusiva dentro da sala de aula, é necessário que a coordenação e a direção guiem essa ação em todas as práticas escolares – seja na entrada, no lanche, ou na interação com esses alunos.

Para isso, deve-se assumir a inclusão como uma das propostas da escola. Algumas formas de fazê-lo são:

  • Promovendo debates com os professores sobre práticas inclusivas que podem ser realizadas em sala;
  • Proporcionando formações para os docentes sobre educação inclusiva, juntamente com especialistas;
  • Conversando com os alunos sobre a inclusão de todos;
  • Conhecendo a fundo o histórico de seus estudantes com deficiência, para compreender quais são suas necessidades e como a gestão, professores e até demais pessoas da equipe escolar podem auxiliá-lo.

Além disso, para garantir uma inclusão e educação efetiva desses estudantes, conforme prevê o PNE, é necessário pensar também no seu desenvolvimento. Dessa forma, considerando as dificuldades do professor em sala, é importante que existam momentos em que sejam discutidas práticas para garantir a aprendizagem desse aluno em sala. A medição do desenvolvimento também é um ponto importante de ser discutido. Para garantir a inclusão, é interessante que esses alunos realizem o mesmo formato de atividade, porém adaptadas.

Por fim, é importante lembrar que as deficiências dos alunos não devem ser vistas como um “tabu”. Ao invés de ignorá-las, é necessário compreendê-las para que os alunos se sintam aceitos no ambiente escolar, e também para que possam ser discutidas maneiras, juntamente com os docentes, deles fazerem parte das atividades, dentro das suas limitações, tanto dentro de sala e como extracurriculares.

A Curiós tem soluções pensadas para ajudar as redes no desafio de incluir da melhor forma possível os alunos com deficiência no ambiente escolar. Que tal mandar uma mensagem e continuar essa conversa? Estamos aguardando!

Referências:

PRAISNER, Cindy L. Attitudes of Elementary School Principals toward the Inclusion of Students with Disabilities. Exceptional Children. 2003. Vol. 69, No. 2, pp 135-145. Disponivel em: http://ecx.sagepub.com/content/69/2/135

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Laura Marsiaj Ribeiro

Fundadora e CEO

Laura é mestre em Administração Pública com foco em Educação pela Columbia University e apaixonada por educação. Formada em Economia pela FEA-USP, começou sua carreira como pesquisadora de dados sociais, analisando dados em educação, saúde e emprego. Atuou como professora de matemática em uma escola pública de São Paulo por 3 anos, onde viveu as dificuldades na ponta que contribuíram para a ideação da Curiós. Com anos de experiência no ecossistema empreendedor no Brasil, foi responsável por desenhar e operar programas de inovação aberta. Após o mestrado, trabalhou como consultora de políticas educacionais em Secretarias de Educação municipais e estaduais, no Brasil, pelo programa Formar da Fundação Lemann, e nos EUA, na cidade de Nova York. Fundou a Curiós para juntar sua experiência em inovação e educação, com sua vontade de impactar a educação no Brasil!