A importância da comunicação da gestão escolar

Impactos de uma boa comunicação da gestão escolar para uma comunidade saudável

Quando falamos de qualidade de ensino, muitas vezes pensamos nas questões dentro de sala de aula. Como melhorar a gestão de sala? Como engajar mais os alunos? Porém, diversas pesquisas mostram que a gestão escolar também tem um papel muito importante no desempenho dos estudantes. Sendo assim, que tal entender como a comunicação da gestão escolar pode contribuir?

Um dos principais pontos elencados é a capacidade de comunicação da gestão escolar. A escola, querendo ou não, é mais ou menos como uma empresa, e para que ela funcione, é extremamente necessário que a articulação entre os diversos setores e o diálogo entre eles aconteçam de modo fluido, a fim de que as ações e projetos ocorram de maneira mais rápida e eficaz.

A gestão escolar, por sua vez, é quem pode fazer a ponte entre os diferentes atores, através de reuniões gerais, elaboração de um quadro de avisos e divulgação das informações através de plataformas (Facebook da escola, e-mail ou até grupo de Whatsapp) para a equipe escolar.

Além de deixar todos cientes, outra função importante nessa comunicação é garantir a articulação e o engajamento desses diferentes atores para que as ações e projetos aconteçam. Sabemos que sempre que ocorre uma ação na escola, os professores, a equipe responsável pela alimentação, a secretaria e todos os demais membros da comunidade escolar acabam precisando se envolver.

Dessa forma, manter uma boa comunicação e relação entre os setores é essencial. Para isso, uma ação interessante é, nas reuniões com todos, promover momentos de integração entre as diferentes áreas, através, por exemplo, de atividades em que pessoas de diferentes setores da escola precisem trabalhar em conjunto tanto para pensarem em questões escolares, como para trocarem sobre seu dia a dia.

Além de garantir que as ações ocorram de maneira mais fluida, dinâmica e efetiva, a comunicação com os diferentes sujeitos dentro da escola também é muito relevante para que todos se sintam pertencentes. Para gerar esse sentimento, é importante que a gestão mantenha um canal aberto de diálogo com todos os setores. Ao sentirem que podem propor sugestões e co-construir ações para melhoria escolar (seja para suas próprias funções ou para a escola como um todo), acabam criando um senso de responsabilidade, que se reflete em maior comprometimento com sua função.

E como tudo isso impacta no desempenho do aluno?

Quando temos uma equipe escolar mais integrada, informada e pertencente, as chances de desempenharem melhor suas atividades é muito maior – impactando no que chega ao aluno, seja diretamente em sala, ou mesmo indiretamente, através de ações da secretaria, por exemplo. Além do mais, o fato de todos estarem engajados e serem notificados das ações que estão ocorrendo na escola aumenta as chances de que as propostas sejam bem sucedidas, também trazendo melhorias para o aluno e para seu aprendizado – sejam elas materiais, como a compra de livros, ou através de experiências, como uma gincana escolar.

Desses pontos que apresentamos, quais ações você já faz na sua escola e quais gostaria de implementar? Na nossa Trilha formativa, falamos de tudo isso e um pouco mais. Quem sabe não é dela que a sua rede de ensino precisa? Estamos aguardando o seu contato 🙂

Referências:

Leithwood, K., Patten, S., & Jantzi, D. (2010). Testing a conception of how leadership influences student learning. Educational Administration Quarterly, 46, 671-706.

BLOOM Nicholas; et al. Does management matter in schools? The economic Journal. 2015, vol. 125, p. 647–674. Acesso em 22 de agosto de 2020. Disponível em: < https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/ecoj.12267 >

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Laura Marsiaj Ribeiro

Fundadora e CEO

Laura é mestre em Administração Pública com foco em Educação pela Columbia University e apaixonada por educação. Formada em Economia pela FEA-USP, começou sua carreira como pesquisadora de dados sociais, analisando dados em educação, saúde e emprego. Atuou como professora de matemática em uma escola pública de São Paulo por 3 anos, onde viveu as dificuldades na ponta que contribuíram para a ideação da Curiós. Com anos de experiência no ecossistema empreendedor no Brasil, foi responsável por desenhar e operar programas de inovação aberta. Após o mestrado, trabalhou como consultora de políticas educacionais em Secretarias de Educação municipais e estaduais, no Brasil, pelo programa Formar da Fundação Lemann, e nos EUA, na cidade de Nova York. Fundou a Curiós para juntar sua experiência em inovação e educação, com sua vontade de impactar a educação no Brasil!