Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica

Documento que indica as competências e habilidades para futuros professores

Os cursos de pedagogia e as licenciaturas terão um novo documento norteador: a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação). Este documento foi instituído pela resolução das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica, das quais falamos melhor nesse post.

O documento foi feito de acordo com a Base Nacional Comum Curricular e estabelece as competências gerais e específicas que os egressos dos cursos de pedagogia e licenciaturas deverão apresentar.

As dez competências gerais são:

  • Compreender e utilizar os conhecimentos historicamente construídos para poder ensinar a realidade com engajamento na aprendizagem do estudante e na sua própria aprendizagem colaborando para a construção de uma sociedade livre, justa, democrática e inclusiva.
  • Pesquisar, investigar, refletir, realizar a análise crítica, usar a criatividade e buscar soluções tecnológicas para selecionar, organizar e planejar práticas pedagógicas desafiadoras, coerentes e significativas.
  • Valorizar e incentivar as diversas manifestações artísticas e culturais, tanto locais quanto mundiais, e a participação em práticas diversificadas da produção artístico-cultural para que o estudante possa ampliar seu repertório cultural.
  • Utilizar diferentes linguagens – verbal, corporal, visual, sonora e digital – para se expressar e fazer com que o estudante amplie seu modelo de expressão ao partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos, produzindo sentidos que levem ao entendimento mútuo.
  • Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas docentes, como recurso pedagógico e como ferramenta de formação, para comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e potencializar as aprendizagens.
  • Valorizar a formação permanente para o exercício profissional, buscar atualização na sua área e afins, apropriar-se de novos conhecimentos e experiências que lhe possibilitem aperfeiçoamento profissional e eficácia e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania, ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
  • Desenvolver argumentos com base em fatos, dados e informações científicas para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns, que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental, o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
  • Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana, reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas, desenvolver o autoconhecimento e o autocuidado nos estudantes.
  • Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza, para promover ambiente colaborativo nos locais de aprendizagem.
  • Agir e incentivar, pessoal e coletivamente, com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência, a abertura a diferentes opiniões e concepções pedagógicas, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários, para que o ambiente de aprendizagem possa refletir esses valores.

Fonte: Brasil, 2020.

As competências específicas se referem a três dimensões: conhecimento profissional, prática profissional e engajamento profissional. Seguem as descrições das habilidades de cada competência específica.

1. Conhecimento profissional

1.1 Dominar os objetos de conhecimento e saber como ensiná-los 1.2 Demonstrar conhecimento sobre os estudantes e como eles aprendem 1.3 Reconhecer os contextos 1.4 Conhecer a estrutura e a governança dos sistemas educacionais2.1 Planejar as ações de ensino que resultem em efetivas aprendizagens

2. Prática profissional

2.2 Criar e saber gerir ambientes de aprendizagem 2.3 Avaliar o desenvolvimento do educando, a aprendizagem e o ensino 2.4 Conduzir as práticas pedagógicas dos objetos conhecimento, competências e habilidades

3. Engajamento profissional

3.1 Comprometer-se com o próprio desenvolvimento profissional 3.2 Comprometer-se com a aprendizagem dos estudantes e colocar em prática o princípio de que todos são capazes de aprender 3.3 Participar do Projeto Pedagógico da escola e da construção dos valores democráticos 3.4 Engajar-se, profissionalmente, com as famílias e com a comunidade

A BNC-Formação deverá ser implementada em todas as modalidades dos cursos destinados à formação docente.

Leia mais sobre as novas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica neste link. Ah, e caso queira conversar mais sobre isso, nossa equipe está à disposição por meio desse link!

Referências:

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP nº 02/2019, de 20 de dezembro de 2019. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação).

Brasília, Diário Oficial da União, seção 1, p. 46-49, 15 de abril de 2020. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2019-pdf/135951-rcp002-19/file. Acesso em: 14 jun. 2021.

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Laura Marsiaj Ribeiro

Fundadora e CEO

Laura é mestre em Administração Pública com foco em Educação pela Columbia University e apaixonada por educação. Formada em Economia pela FEA-USP, começou sua carreira como pesquisadora de dados sociais, analisando dados em educação, saúde e emprego. Atuou como professora de matemática em uma escola pública de São Paulo por 3 anos, onde viveu as dificuldades na ponta que contribuíram para a ideação da Curiós. Com anos de experiência no ecossistema empreendedor no Brasil, foi responsável por desenhar e operar programas de inovação aberta. Após o mestrado, trabalhou como consultora de políticas educacionais em Secretarias de Educação municipais e estaduais, no Brasil, pelo programa Formar da Fundação Lemann, e nos EUA, na cidade de Nova York. Fundou a Curiós para juntar sua experiência em inovação e educação, com sua vontade de impactar a educação no Brasil!