Cinco maneiras de utilizar a ferramenta Google Forms

Conheça o Google Forms, uma ferramenta simples, gratuita e poderosa para a sua sala de aula

Você provavelmente já respondeu a pelo menos uma pesquisa feita através do Google Forms. De fato, essa ferramenta veio pra otimizar vários tipos de pesquisas que antes eram feitas através do preenchimento de formulários de papel e davam um trabalhão para tabular os dados. Mas saiba que é possível ir muito além das pesquisas com essa excelente ferramenta do Google, especialmente na sala de aula! Vou listar aqui 5 maneiras que encontrei de utilizá-la com as minhas turmas.

1. Avaliação Diagnóstica

Realizar uma avaliação diagnóstica é imprescindível para que saibamos o ponto de partida de cada turma antes de iniciar os conteúdos programáticos para aquela série. Para sair do modelo tradicional de prova impressa e coletar dados mais precisos sobre os alunos, o Google Forms é uma mão na roda! O ideal é que a escola possua sala de tecnologia com computadores disponíveis para os alunos, para garantir que eles respondam as perguntas de acordo com seus conhecimentos, sem pesquisas na internet ou com o colega do lado. Se não houver essa possibilidade, você pode adaptar a atividade para que eles respondam em casa ou em seus celulares na sala de aula.

Após a aplicação do formulário, é hora de tabular os dados. A própria ferramenta cria gráficos e planilhas com as respostas, o seu papel será analisá-los! Você pode analisar o percentual de acerto total por sala, por questões, por competências e por aí vai, tudo depende do seu objetivo com a diagnóstica. E a partir daí, você pode criar estratégias para aliviar defasagens e potencializar os conhecimentos já existentes. Além disso, é muito interessante mostrar os resultados aos alunos. Eu separei uma aula para mostrar cada dado analisado e foi um mix de reações por parte deles, além de ter sido uma forma de abrir espaços de diálogos com cada turma.

2. Simulados

Quando as provas bimestrais se aproximam, é possível notar certa ansiedade nos alunos. Porém, o que presencio muito nas minhas turmas é a falta do hábito do estudo em casa, muitos se contentam apenas com os conteúdos e exercícios estudados na escola. Como forma de tentar driblar essa situação, resolvi criar um simulado pré-prova, com questões bem parecidas às da avaliação bimestral. O Google Forms têm um recurso bem interessante, que é a criação de testes com pontuação com a possibilidade de dar feedbacks para cada resposta. Dessa forma, fiz o formulário na forma de testes com pontuação de 0 a 10. Para as respostas erradas o feedback indicava qual conteúdo eles deveriam estudar mais para acertar aquele tipo de questão. A pontuação e os feedbacks são exibidos quando eles clicam no botão “enviar”.

3. Recuperação paralela

Convenhamos que fim de bimestre é desgastante para qualquer professor. Centenas de provas para corrigir, notas e faltas para lançar, conselho de classe. Na escola onde trabalho, as recuperações são feitas por bimestre, sempre depois das provas bimestrais, ou seja, mais uma tarefa incorporada à todas as outras já existentes. Para otimizar meu tempo e não precisar usar energia para corrigir mais provas feitas em papel, o Google Forms foi um grande aliado. E aqui não tem regra. Você pode fazer uma avaliação no formato tradicional, de 0 a 10 pontos. Pode solicitar uma pesquisa. Pode pedir que gravem um vídeo explicando o que aprenderam no bimestre. Enfim, use a criatividade que eu sei que você tem, afinal, é professor(a)!

4. Recebimento de trabalhos

Recentemente, atribuí um novo uso à ferramenta do Google, desta vez com os trabalhos em grupo. Solicitei que os alunos fizessem um vídeo informativo sobre alimentação (tema relacionado ao conteúdo de Química Orgânica). Eles deveriam pesquisar em perfis profissionais do Instagram, informações sobre alimentação e nutrição e produzir um vídeo informativo e criativo a partir de suas pesquisas (olha aí mais formas de usar a tecnologia com os alunos!). Pensando em como receberia esses vídeos e não querendo ocupar a memória do meu computador ou Google Drive, eu pedi que eles fizessem upload dos vídeos no YouTube e me enviassem apenas o link através do formulário. Além do link do vídeo, solicitei os nomes dos integrantes, a turma a qual pertencem e as fontes do Instagram utilizadas. Assim, reuni as informações necessárias para que eu pudesse avaliar o trabalho e atribuir notas.

5. Feedbacks

Os desafios de se trabalhar na educação são muitos e são tantas demandas que devemos atender, que a reflexão e autoavaliação sobre nosso trabalho acaba ficando de lado. E no meio disso, também esquecemos de pessoas muito importantes que presenciam e avaliam o que fazemos diariamente: alunos e alunas! Quantas vezes você já os perguntou o que acham do seu trabalho? No que você poderia melhorar? Do que eles gostam mais ou menos em sua disciplina? Basta orientá-los a respeito e é possível criar uma sala de aula aberta ao diálogo em que eles se sintam à vontade para dizer o que pensam. E caso você queira ter mais dados e analisar mais criticamente o que os estudantes pensam a respeito do seu trabalho, o Google Forms pode ajudar! Crie as perguntas que façam sentido para você, de uma forma que eles possam compreender e leve-os para a sala de computadores ou envie para responderem em casa nos seus computadores ou celulares.

Uma dica a mais é aplicar feedbacks ao fim de cada bimestre ou semestre, e além disso, separar uma aula para mostrar aos alunos os resultados. Essa é uma forma de mostrar sua vulnerabilidade a eles e provar que está disposto(a) a pensar juntos em estratégias para melhorar sua atuação e potencializar o que já está fazendo bem!

Usar tecnologia na sala de aula pode ser um desafio, mas pensando nas limitações e usando da criatividade, muito é possível. Inovação com poucos recursos é com a Curiós mesmo! Quer pensar juntos nas melhores soluções para a sua rede? Entre em contato com a gente!

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Laura Marsiaj Ribeiro

Fundadora e CEO

Laura é mestre em Administração Pública com foco em Educação pela Columbia University e apaixonada por educação. Formada em Economia pela FEA-USP, começou sua carreira como pesquisadora de dados sociais, analisando dados em educação, saúde e emprego. Atuou como professora de matemática em uma escola pública de São Paulo por 3 anos, onde viveu as dificuldades na ponta que contribuíram para a ideação da Curiós. Com anos de experiência no ecossistema empreendedor no Brasil, foi responsável por desenhar e operar programas de inovação aberta. Após o mestrado, trabalhou como consultora de políticas educacionais em Secretarias de Educação municipais e estaduais, no Brasil, pelo programa Formar da Fundação Lemann, e nos EUA, na cidade de Nova York. Fundou a Curiós para juntar sua experiência em inovação e educação, com sua vontade de impactar a educação no Brasil!