A prática da comunicação não-violenta:

Uma abordagem que enfatiza as relações educacionais pacíficas e eficazes da comunicação não-violenta – Por Leonardo Holanda

A Comunicação Não Violenta (CNV) é uma abordagem eficaz para melhorar o diálogo, promover a empatia e construir relacionamentos saudáveis entre alunos, professores e toda a comunidade escolar. Ela foi desenvolvida pelo psicólogo clínico e mediador norte-americano Marshall B. Rosenberg na década de 1960. Não se trata de uma estratégia para tornar todos dóceis ou influenciáveis, mas sim de imprimir atitudes positivas no lugar das negativas que predominam. Nesse texto, vamos trazer algumas estratégias para aplicar na prática a comunicação não-violenta.

A Comunicação não-violenta se concentra em três pilares fundamentais:

1. Empatia: Entender os sentimentos e necessidades dos outros.

2. Expressão honesta de sentimentos e necessidades: Comunicar de forma autêntica e transparente.

3. Construção de relacionamentos saudáveis: Fomentar um ambiente de confiança e compreensão mútua.

Comunicação e organização

A comunicação eficaz é fundamental para a organização no contexto escolar. Ela permite que professores, estudantes e administradores compartilhem informações de maneira clara e objetiva, facilitando o planejamento e a execução de atividades educacionais. Além disso, uma boa comunicação contribui para a construção de um ambiente de aprendizado positivo, onde todos se sentem ouvidos e respeitados. Portanto, é essencial que as escolas invistam em ferramentas e práticas que promovam uma comunicação eficiente e uma organização sólida, pois isso reflete diretamente na qualidade do ensino oferecido. Desta forma, “a comunicação exerce papel estratégico nas organizações, tendo em vista que influencia as relações trabalhistas e as condições do ambiente de trabalho que, quando deficitárias, podem provocar o desencadeamento de sofrimentos ou adoecimento psíquico nos trabalhadores, por causa do forte impacto que exercem em suas vidas (Monteiro et al., 2020).

Aqui estão algumas estratégias práticas para incorporar a Comunicação não-violenta na escola:

1. Professores:

  • Promovam um ambiente de aprendizado mais propício, onde os alunos se sintam à vontade para expressar suas dúvidas e pensamentos sem medo de respostas ríspidas.
  • Utilizem a comunicação não-violenta para resolver conflitos construtivamente em sala de aula.
  • Sejam exemplos de empatia para os estudantes.

2. Funcionários da escola:

  • Adotem a comunicação não-violenta para melhorar o diálogo com os alunos, colegas e pais.
  • Evitem técnicas punitivas e busquem resolver problemas com compaixão e diálogo.
  • Criem um ambiente agradável na escola, alinhando expectativas entre alunos e educadores.

3. Atividades para a sala de aula:

  • Incentivem os alunos a observarem sem julgar, identificarem seus sentimentos e assumirem suas necessidades.
  • Pratiquem a escuta ativa, dando espaço para que as necessidades sejam ouvidas, compreendidas e atendidas.

4. Benefícios da comunicação não-violenta na educação:

  • Redução do bullying: A CNV promove relações mais saudáveis, diminuindo conflitos prejudiciais.
  • Desenvolvimento da expressão dos sentimentos e resolução de problemas.
  • Criação de um ambiente mais empático e propício à aprendizagem.

Lembrando que a comunicação não-violenta é uma ferramenta poderosa para transformar a comunicação nas escolas, promovendo relações mais positivas e construtivas entre todos os envolvidos.  Você acredita que ela pode influenciar em sua prática? Mande seu comentário e conta para a gente!

Referências:

PELIZZOLI, M. Introdução à Comunicação Não Violenta (CNV) – reflexões sobre fundamentos e método. [s.l: s.n.]. Disponível em: <https://www.mpmg.mp.br/data/files/02/D5/2F/01/A4A9C71030F448C7860849A8/Introducao%20a%20Comunicacao%20Nao%20Violenta.pdf>.

MONTEIRO, L. S. et al. A importância da comunicação não violenta (CNV) nas organizações públicas. Revista Femass, n. 2, 15 dez. 2020.

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Laura Marsiaj Ribeiro

Fundadora e CEO

Laura é mestre em Administração Pública com foco em Educação pela Columbia University e apaixonada por educação. Formada em Economia pela FEA-USP, começou sua carreira como pesquisadora de dados sociais, analisando dados em educação, saúde e emprego. Atuou como professora de matemática em uma escola pública de São Paulo por 3 anos, onde viveu as dificuldades na ponta que contribuíram para a ideação da Curiós. Com anos de experiência no ecossistema empreendedor no Brasil, foi responsável por desenhar e operar programas de inovação aberta. Após o mestrado, trabalhou como consultora de políticas educacionais em Secretarias de Educação municipais e estaduais, no Brasil, pelo programa Formar da Fundação Lemann, e nos EUA, na cidade de Nova York. Fundou a Curiós para juntar sua experiência em inovação e educação, com sua vontade de impactar a educação no Brasil!