Técnicas para promover o aprendizado a longo prazo, garantindo a Tenacidade Acadêmica
Em uma pesquisa nacional sobre o abandono escolar feita nos Estados Unidos, 69% dos alunos disseram que a escola não os inspirou a trabalhar duro. A verdade é que muitos dos alunos que permanecem na escola também não estão motivados ou inspirados, e quanto mais tempo os alunos passam na escola, pior fica! E isso acontece no Brasil também. Ao longo dos anos, tivemos muitas tentativas para melhorar a educação do nosso país e a tenacidade acadêmica, mas a maioria das reformas educacionais focou no material a ser ensinado, seja no currículo dos alunos, seja na formação inicial dos professores. O problema? Pesquisas mostram que isso é insuficiente.
Fatores psicológicos – também chamados de fatores motivacionais ou não cognitivos – podem ter importância ainda maior do que fatores cognitivos para o desempenho acadêmico dos alunos, além de serem ferramenta promissora para garantir equidade na educação. Estes incluem as crenças dos alunos sobre si, sobre a escola ou seus hábitos de autocontrole. A boa notícia é que estamos indo na direção certa, já que os fatores não cognitivos foram incluídos nas 10 competências gerais da Base Nacional Comum (BNCC). Mas não podemos parar por aqui!
A pesquisa citada mostra que iniciativas educacionais focadas em fatores psicológicos podem transformar a experiência dos alunos na escola, melhorando o desempenho acadêmico meses, e até anos, mais tarde. Talvez agora você esteja pensando: não é possível que só a mudança de mentalidade possa melhorar as escolas carentes, com recursos insuficientes e com baixo rendimento escolar. É, sem dúvida, importante fornecer aos alunos recursos materiais e humanos. No entanto, abordar a psicologia do aluno também é crítico e pode estimular os alunos a aproveitar as oportunidades de aprendizagem que já existem em seu ambiente escolar.
Assim, enquanto continuamos a lidar com desafios do sistema educacional, podemos ajudar diretamente os alunos a se tornarem mais motivados e bem-sucedidos. Como? Listamos a seguir algumas ações, baseadas em pesquisas e evidências, que podem ser aplicadas em sala de aula.
1. Cultivar uma mentalidade de crescimento nos alunos: motive os alunos pelo seu esforço, não pela inteligência ou talento. Isso permite que os alunos vão além das dificuldades momentâneas para focar no aprendizado a longo prazo.
Alunos com mentalidade de crescimento percebem desafios como oportunidades para aprender. “Talvez eu precise mudar minha estratégia ou me esforçar mais”. Alunos com mentalidade fixa acreditam que sua habilidade intelectual é dada e limitada. Eles se preocupam em prová-la e não melhorá-la. “Eu falhei porque sou burro”.
2. Desenvolver a sensação de pertencimento
Encoraje o otimismo com a mensagem de que o sucesso é atingível através da dedicação e da instrução disponível e reforçando que os desafios são temporários. Além disso, envolva e encoraje os alunos, todos os dias. A percepção de que os professores se importam com seus alunos está entre os mais fortes indicadores de desempenho e eles dizem que os melhores dias são aqueles em que os professores os notam.
3. Encorajar a busca por desafios, engajamento e aprendizado
Acredite nos seus alunos e demonstre isso com rigor acadêmico – é através do desafio que os alunos aprendem. O preditor mais consistente de todos os resultados motivacionais, incluindo o desejo de aprender, foi a percepção dos alunos de que seus professores tinham grandes expectativas sobre eles.
Ter altas expectativas em relação aos alunos pode ser tão sutil quanto esperar o aluno responder a uma pergunta, ou tão substancial quanto fornecer mentoria extra. Ter altas expectativas não só dá ao aluno mais oportunidades de aprendizado, mas também reforça a mentalidade de crescimento ao dizer que todos podem aprender.
Não elogie os alunos por trabalhos medíocres. Esse não é o tipo de atenção que promove tenacidade e aprendizado. Seja crítico, mas sempre indicando o que pode ser melhorado.
4. Fomentar as habilidades que os permita alcançar seus objetivos
Você pode fazer isso ao explicitar a motivação intrínseca, e não a extrínseca: estudos mostram que argumentos baseados em compaixão e propósito social podem frequentemente funcionar melhor do que aqueles baseados em ganhos pessoais, por mais que pareça contra-intuitivo.
Ao fazer uma pergunta, dê um tempo para que os alunos pensem sozinhos e depois respondam. Isso os incentiva a se verem como agentes do próprio conhecimento.
Procure não fornecer soluções antes que o aluno tenha tido a oportunidade de resolver um problema de forma independente; limitar escolhas para exercícios de leitura e escrita ou dar incentivos desnecessários, como estrelas de ouro, recompensas e subornos por um bom trabalho, como tempo extra de recreio.
Ao dar uma devolutiva, diga o que está errado e incentive o aluno a pensar em estratégias para consertar o erro. Se necessário, revise conceitos anteriores.
A melhoria contínua envolve uma boa formação. Que tal conhecer mais sobre as opções que a Curiós oferece? Vem conversar com a gente sobre possibilidades de melhorias para a educação da sua rede, entre em contato!
