Professores: o aprendizado também é nosso!

A importância de os professores estarem em constante aprendizado – por Débora Chaves

Quando foi a última vez que você aprendeu algo novo? Sabemos que, depois de uma certa idade, algumas coisas podem se tornar mais difíceis, como aprender um novo idioma ou  tocar um novo instrumento. Mas não precisamos ir tão longe assim.

Eu sempre gostei de música, e desde pequena tive estímulo para estudar. Peguei gosto, mas nunca fui pra frente. Estudei muita teoria, mas não coloquei em prática. Anos depois, me desafiei a resgatar esses conhecimentos e aprender violão. E que dificuldade! Muita coisa eu já tinha esquecido, no entanto, uma coisa me motivou muito: perceber meu cérebro se esforçando para resgatar conhecimentos e aplicá-los de uma nova forma. Sempre que pegava meu livro e meu instrumento, mesmo com dedos pouco habilidosos, eu me sentia extremamente engajada naquela atividade.

Isso trouxe à tona um pensamento que li recentemente em um post do Jim Moulton no Edutopia, de que aprender a ser eficiente é diferente de aprender a ser melhor, a ser  inovador. Mas como assim? Ele explica que a palavra “eficiência” geralmente está atrelada ao sucesso de uma atividade. No meu caso, posso dizer que estou longe de ter total eficiência no violão! Por outro lado, investir tempo e esforço para melhorar em uma atividade é o que nos leva ao aprendizado, à melhoria contínua, que é o que tenho tentado fazer.

O interessante é que uma coisa parece muito ligada à outra. A única forma de sermos de fato eficientes em uma atividade é nos mantendo abertos a aprender mais sobre ela, a praticar até acertar.

E isso tem tudo a ver com inovação. Esse é um tema que a gente adora falar por aqui, tentando desconectar um pouco o seu sentido da clássica aplicação relacionada à tecnologia. Querer inovar, sair da zona de conforto de algo que você talvez já até domine, é uma porta aberta para buscar novos conhecimentos.

Isso não costuma vir naturalmente. Em geral, precisamos de algum incentivo  que nos leve a essa atitude inovadora. Comigo, veio da interação com outras pessoas que tocam violão, que me levou a lembrar dos meus anos de estudo de teoria musical, e, por fim, ao impulso de buscar aprender o instrumento.

Isso também é real nas escolas. Assim como os alunos que têm professores inovadores, curiosos, tendem a agir da mesma forma (curiosa, inovadora, investigativa), professores que convivem com outros educadores com essas características podem ser estimulados a uma postura de aprendizagem contínua.

Assim, vale se questionar. Quão aberto(a) você tem sido às novas ideias trazidas pelos seus colegas? Quais oportunidades de aprendizado você pode aproveitar agora?

Com relação à sua turma, de que forma você transmite curiosidade aos seus alunos? Se você é um professor de matemática, que tal contar para os seus alunos como você tem aplicado esse componente num projeto pessoal ou numa atividade da sua rotina? Isso pode ser mais importante e interessante até do que explicar toda a teoria por trás dos conteúdos 😉

Vamos nos questionar, inovar, crescer na nossa profissão! A aprendizagem também é nossa! Um caminho possível para isso é participar das formações da Curiós. Nós temos diversos produtos que podem se alinhar às suas necessidades. Mande uma mensagem por meio deste link e vamos conversar sobre as oportunidades!

Referências:

Edutopia, por Jim Moulton. “Practicing Learning by Learning: The Importance of Continually Educating Ourselves”. Agosto de 2006. Disponível em: https://www.edutopia.org/practicing-learning-learning 

Edutopia, por Jim Moulton. “It’s Important to Practice What We Teach”. Janeiro de 2009. Disponível em: https://www.edutopia.org/lifelong-learning-apprenticeship 

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